O que é Gestalt-terapia?

Partindo de uma reflexão do surgimento da Gestalt-terapia, podemos dizer que existem versões divergentes e polêmicas de suas origens: para alguns o grande fundador ou redescobridor da Gestalt-terapia foi Fritz Perls; para outros, um grupo de fundadores – o "grupo dos sete" compostos por: Frederick Salomon Perls, sua esposa Laura Perls, Paul Goodman, Isadore Fromm, Paul Weiss, Elliot Shapiro e Sylvester Eastman. E, apesar de suas discordâncias, esse grupo que compôs o berçário da Gestalt-terapia foi em busca de uma terapia verdadeiramente existencial, dando suporte ao homem do século XX, angustiado e à procura de seu crescimento e auto-realização. É importante observar que a Gestalt-terapia surge no período do pós-guerra, uma época de muito sofrimento e angústia para a humanidade, o mundo vivia um processo de conscientização e a abordagem gestáltica trazia bases teóricas e filosóficas que pregavam a liberdade.


Para Perls, a Gestalt-terapia surge como uma proposta de terapia onde as interpretações da história passada, tornam-se obsoletas e dá lugar as experiências vivas do passado no momento presente. Mais especificamente, resgatar a experiência imediata da pessoa no aqui e agora. Dessa forma, por que da Psicanálise é transformado no o que e ao como de nossas emoções e comportamentos neuróticos. Na Gestalt-terapia, estamos mais preocupados com a estrutura dos comportamentos repetitivos dos nossos clientes na busca de um ajustamento criativo saudável para as nossas ações. A vivência, o acontecimento são as melhores explicações. A prática clínica na Gestalt-terapia direciona a improvisação e experimentação, mais do que qualquer tipo de explicação.


Um modelo de terapia que modifica radicalmente o que o terapeuta e o cliente vão focalizar, tornando possível dessa forma, começar o processo de terapia a partir de qualquer ponto, com qualquer material disponível: um sintoma, um sonho, um suspiro, uma expressão facial, um modo de se sentar, etc. Em Gestalt-terapia, qualquer um desses elementos ou ações são passíveis para o núcleo do trabalho.


Parece que, ao trocar o local da descoberta do passado para o presente, da lógica das causas para o drama dos efeitos, Perls foi mais além: ele de alguma forma tornou possível para o paciente em terapia revisar todo o seu padrão de existência a partir da perspectiva do agora. Então a construção que o paciente faz da sua vida se torna uma escolha, não um fato do destino.

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